Pudera eu ser menos ingênuo. O avistar de mil palavras como uma avalanche vindo em sua direção. Você fecha os olhos e já vê. E assim acredita se quiser realmente acreditar. Bobagem... Pura bobagem. Quem sou eu para mudar toda uma década?
Você sabe que realmente nada disso talvez seja tão importante. Coloquemos assim: De agora em diante é o que vale. E digo isso por mim. Mesmo sabendo que por você, rainha, tudo acaba sendo muito confuso. Temos então agora um recomeço, certo? Espero que sim. E que de todas as palavras de antes sejam deletadas e esquecidas. O ponto agora é o que importa. Vou parar de buscar entremeios. Parar de procurar qualquer razão anti-felicidade.
Você sabe que realmente nada disso talvez seja tão importante. Coloquemos assim: De agora em diante é o que vale. E digo isso por mim. Mesmo sabendo que por você, rainha, tudo acaba sendo muito confuso. Temos então agora um recomeço, certo? Espero que sim. E que de todas as palavras de antes sejam deletadas e esquecidas. O ponto agora é o que importa. Vou parar de buscar entremeios. Parar de procurar qualquer razão anti-felicidade.
Enquanto você dorme e eu planejo um plano. Tão confuso quanto este texto e minha cabeça neste momento. Plano silencioso. Às vezes covarde e às vezes herói.
Mas o que eu queria mesmo rainha... Era fechar os meus olhos e fingir que nada disso aconteceu. Não me leve a mal. Apenas me leve, assim como eu levo seus sorrisos de realeza. E engulo as angustias que partem o meu peito. Sem aos menos conseguir perceber que elas são tão minhas quanto suas.
Ao abrir os olhos a rainha me disse: Você gosta das tempestades.
Preferir fechar os olhos e digerir a seco aquele tufão. Já sentindo sua mão percorrer o meu peito. E nele deitou. Deitou e disse que me amava, assim como se amar não fosse tão difícil como é. Eu te amo rainha. E cada vez que repito essa palavra, um nó se instala em minha garganta e desejo algo que não sei bem o que é. É como estar preso e não ter plano de fuga. É como querer lutar contra um campeão. Aquilo que você quer mais que tudo e mesmo assim o confunde por não se sentir hábil o suficiente para tê-lo.
Mas o que eu queria mesmo rainha... Era fechar os meus olhos e fingir que nada disso aconteceu. Não me leve a mal. Apenas me leve, assim como eu levo seus sorrisos de realeza. E engulo as angustias que partem o meu peito. Sem aos menos conseguir perceber que elas são tão minhas quanto suas.
Ao abrir os olhos a rainha me disse: Você gosta das tempestades.
Preferir fechar os olhos e digerir a seco aquele tufão. Já sentindo sua mão percorrer o meu peito. E nele deitou. Deitou e disse que me amava, assim como se amar não fosse tão difícil como é. Eu te amo rainha. E cada vez que repito essa palavra, um nó se instala em minha garganta e desejo algo que não sei bem o que é. É como estar preso e não ter plano de fuga. É como querer lutar contra um campeão. Aquilo que você quer mais que tudo e mesmo assim o confunde por não se sentir hábil o suficiente para tê-lo.
Bruno Lagoeiro